25 Outubro, 2016

‘O Fado’ de José Malhoa, um tributo à boémia…

José Vital Branco Malhoa, nascido a 28 de Abril de 1855, nas Caldas da Rainha, foi pioneiro do Naturalismo em Portugal. Nas suas pinturas representava essencialmente paisagens, gentes e costumes do país.

Destacou-se também por ser um dos pintores portugueses que mais se aproximou da corrente artística Impressionista.

Foi presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes, condecorado inúmeras vezes e distinguido com diversos títulos em Portugal e no estrangeiro. Apesar de ter vivido sob vários regimes políticos foi um artista reconhecido em todos eles. Morreu em Figueiró dos Vinhos, a 26 de Outubro de 1933.

“ O Fado”, de 1910, é considerada uma das obras-primas do autor e está em exposição no Museu do Fado. Nesta obra, Malhoa retrata Amâncio, um conhecido marginal ou “fadista” – então sinónimo e tocador de guitarra da Mouraria – e Adelaide da facada, uma mulher de má vida, conhecida por exibir no rosto uma cicatriz provocada por uma navalha. Este magnifico quadro é uma evocação da boémia e da marginalidade – da sociedade lisboeta do inicio do século XX -, representando não só a melancolia do género musical que o inspirou, mas toda uma classe social que raramente era representada em obras de arte na época.

Se ainda não o viu, aproveite e passe pelo largo do Chafariz de Dentro e deixe-se inspirar…