27 Maio, 2016

“Mise en abyme”

As Galerias Municipais inauguram no próximo dia 27 de maio, pelas 18h30, a exposição Mise en abyme de Eduardo Batarda, comissariada por Julião Sarmento.

Mise en abyme é o resultado de uma proposta que o artista, e agora curador, Julião Sarmento (Lisboa, 1948) fez a Eduardo Batarda (Coimbra, 1943). A exposição reúne no Pavilhão Branco um conjunto de 21 pinturas, algumas obras nunca antes mostradas, de períodos distintos que percorrem quatro décadas de trabalho, desde 1966 a 2002.

No dia da inauguração, será também lançado o catálogo relativo à exposição. Nesta publicação o curador procura, através de uma cronologia iniciada em 2016, percorrer todos os anos com produção artística de Eduardo Batarda até 1965, fazendo representar cada ano através de uma obra. O catálogo conta com textos de Julião Sarmento, Pedro Faro e David Barro.

Nas palavras do comissário, Julião Sarmento, a obra de Eduardo Batarda “[n]ão é, seguramente, uma obra para todos, uma obra falsamente democrática. É sobretudo uma obra para ele, para a sua imagem reflectida no espelho que se repete “ad infinitum”, que se prolonga e arrepia. Um quadro deste artista contém sempre, sempre, todos os outros quadros que o antecederam. E provavelmente conterá também todos aqueles que se seguirão. São sempre uma imagem dentro de uma imagem que se repete e se plasma na outra imagem que se lhe segue. Confuso? Claro! Como o discurso do Eduardo. É impossível distinguir o verbo da pintura. São apenas um. Como ele. Obcecado, genial, repetitivo e etc.”

Mise en abyme pode ser vista de terça a domingo, das 10h00 às 18h00 com entrada livre.

 

PAVILHÃO BRANCO – GALERIA MUNICIPAL  

28 maio – 28 agosto

Visita-conversa

7 junho, 3ª – 18h30

à exposição Mise en abyme com: Eduardo Batarda, Julião Sarmento, João Mourão e Alexandre Melo.

 

BIO

Eduardo Batarda nasceu em Coimbra, Portugal, em 1943. Frequentou a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, a partir de 1960, e os Cursos de Pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa desde 1963 até 1968. De 1968 até 1971, cumpriu o serviço militar obrigatório. De 1971 a 1974 frequentou o Royal College of Art (Pintura), como Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Desde 1976 até 2008 deu aulas na Escola Superior de Belas Artes do Porto, mais tarde Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto.

Expõe desde 1966, e teve a sua primeira exposição individual em Lisboa, em 1968. Depois de regressar de Londres, realizou exposições individuais com alguma regularidade a partir de 1982. A Fundação Calouste Gulbenkian mostrou em 1975 o seu trabalho como Bolseiro. O Centro de Arte Moderna organizou uma retrospectiva do seu trabalho em 1998. Em 2009, o Centro de Arte Manuel de Brito, em Oeiras, mostrou o trabalho de Eduardo Batarda nas respectivas colecções. A exposição retrospectiva Outra Vez Não, realizada em 2011 no Museu Serralves no Porto, foi organizada a pretexto do Prémio EDP para a carreira, que lhe foi atribuído em 2007.

Está representado em várias colecções em Portugal e no estrangeiro, como por exemplo do Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz, (MEIAC), na Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto, na Fundação Portugal Telecom, etc, bem como em inúmeras colecções particulares.