In addition to managing some of Lisbon’s cultural facilities, EGEAC is also responsible for organising cultural programmes in public spaces, ensuring democratic access to the arts and strengthening the city’s identity through emblematic initiatives such as Festas de Lisboa.   Festas de Lisboa is like no other event in the city, annually attracting millions of visitors and participants alike. Imbued with a sense of community, the highlights of the festival include the Popular Marches, the St. Anthony’s Weddings and the Local Festivals, not to mention the annual contest of the Sardine – a symbol created by EGEAC for the festival in 2003 that has since been adopted by the city and is today one of Lisbon’s signature images. Throughout the year, EGEAC organises various cultural events that bring music, theatre, dance, cinema, literature and poetry to the streets. In the summer, the Lisboa na Rua festival presents a diverse array of activities in public gardens, squares and city streets, under the theme of discovering the city. In the winter, the programme becomes more intimate, featuring music in churches during the Christmas season, while in March, guided tours to lesser known and surprising locales encourage visitors to discover the city’s inner neighbourhoods. With these programmes, we bring art to the streets, where it can be accessible to everyone, thereby encouraging artistic creation and promotion and stimulating a dialogue between the city and its diverse array of audiences.

Comemorações do 25 de Abril

No ano em que celebramos o 43º aniversário da Revolução dos Cravos, a EGEAC organizou um programa especial que compreende música, debates, cinema, visitas guiadas, workshops e exposições.

Não nos circunscrevemos apenas à evocação da luta pela Liberdade mas, atentos à diversidade do universo latino-americano e das diásporas que residem em Lisboa, apresentamos pela primeira vez em Portugal a exposição “Operação Condor”, da autoria do fotógrafo João Pina. Esta exposição, patente no Torreão poente do Terreiro do Paço, mostra-nos o lado negro de uma operação secreta – envolvendo vários países que partilharam regimes ditatoriais e utilizaram meios brutais – para calar e controlar todos aqueles que se opunham.

O programa Abril em Lisboa propôs, ainda, um espaço de reflexão sobre a abstenção eleitoral e o afastamento entre os cidadãos e a política. Através de conversas, filmes, debates e até um encontro cara a cara com deputados dos partidos com assento na Assembleia da República, o Festival da Política, que decorreu no cinema São Jorge, convidou à participação e apelou ao contributo colectivo e democrático.

E porque toda a revolução é acompanhada pela canção, juntámos as nossas vozes às de vários artistas, num concerto que nos trouxe “Canções para Revoluções”. Músicas que ficaram para sempre associadas a momentos políticos marcantes em vários países do espaço geográfico ibero-americano, e cujas mensagens moravam nas entrelinhas, ganharam novos arranjos e foram reinterpretadas por uma série de convidados criando um momento único e irrepetível, que aconteceu na noite de 24 de Abril no Terreiro do Paço.

Numa rara oportunidade, abrimos um espaço há muito fechado – uma pequena sala de visionamento no Cinema São Jorge, que terá sido utilizada pela censura – onde foi exibido “Censura: alguns cortes” de Manuel Mozos, editado a partir de cortes realizados pelos censores em filmes que tiveram distribuição comercial em Portugal, entre 1950 e 1972.

O Museu do Aljube juntou-se às comemorações com uma programação intensa, cumprindo os seus desígnios de restituir a memória colectiva à cidadania, em prol da Liberdade e da Democracia.

Consulte a programação detalha em: http://lisboanarua.com/abrilemlisboa/