Em Agosto de 1995, a Câmara Municipal de Lisboa criou uma empresa pública municipal, a EBAHL – Equipamentos dos Bairros Históricos de Lisboa seguindo as políticas e a dinâmica de reabilitação e revitalização urbana assente nos pressupostos dos Quartiers en Crise. Apostar na realização de projectos âncora que simultaneamente atraíssem e fixassem a população nos bairros, reabilitar e transformar grandes equipamentos (edifícios ou conjuntos de edificado) e desenvolver projectos culturais eram, então, os grandes objectivos desta nova empresa.

Faziam, então, parte do conjunto de equipamentos geridos pela empresa o Castelo de S. Jorge (área museológica e o bairro do Castelo), o Teatro Taborda e área envolvente, o Palácio Pancas Palha, em Santa Apolónia, o Largo do Chafariz de Dentro para onde se projectava um espaço museológico dedicado ao Fado, na antiga estação elevatória de água, o Convento das Bernardas (onde germinava um projecto museológico dedicado às marionetas) e o Palácio Marim Olhão, na calçada do Combro.

Em 1996, reconhecendo que as Festas de Lisboa tinham as suas raízes culturais e programáticas nos bairros históricos, “e que o carácter efémero destas manifestações deveria deixar raízes para o futuro”, a organização deste evento passou a ser uma responsabilidade da EBAHL.

A empresa integrou, desde a sua constituição, equipas multidisciplinares que simultaneamente preparavam os projectos, acompanhavam as obras e planeavam o que viriam a ser os novos espaços culturais. Em 2003, a EBAHL mudou a designação para EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, configurando esta mudança também uma nova estratégia.

A actividade da empresa prolongou-se dos bairros históricos para uma escala maior – a da Cidade – e novos espaços culturais se lhe juntaram: Os Teatros São Luiz e Maria Matos, o Cinema São Jorge e o Fórum Lisboa (antigo Cinema Roma).

Uma visão cultural do conjunto da cidade passou também a integrar a sua missão.

Em 2015, a empresa comemorou o seu 20.º aniversário de actividade, entretanto passando a gerir o Atelier–Museu Júlio Pomar e a Casa Fernando Pessoa, os diferentes núcleos do Museu de Lisboa, o Museu Bordalo Pinheiro e o Museu do Aljube. As 5 Galerias Municipais passaram também a fazer parte do conjunto de espaços programados e geridos pela EGEAC.

Paralelamente, temos vindo a aprofundar e a diversificar a realização de actividades em espaço público ao longo de todo o ano. Apostados no rigor e na qualidade da nossa acção, continuamos a crescer em número de públicos, visitantes e de realizações culturais, determinados na democratização do acesso aos bens culturais.