18 Maio, 2016

Deixem o Pimba em Paz nas Festas de Lisboa

Marquem já na agenda: no dia 10 de junho, o Pimba reinventa-se com a ajuda da Orquestra Metropolitana de Lisboa, num espetáculo junto ao rio onde tudo, mas mesmo tudo pode acontecer! Até história.

Finalmente entramos em contagem decrescente para as Festas de Lisboa’16! Não temos dúvidas de que Lisboa é o melhor sítio para se estar em junho, onde se passa tudo.  Para que comece também a contar os dias (para as Festas, pois claro), damos-lhe uma novidade: no dia 10 de junho, a EGEAC convida a desconstruir a portugalidade com muito humor – comemoramos o dia de Portugal com o espetáculo Deixem o Pimba em Paz e a Orquestra Metropolitana de Lisboa , numa transformação desse património nacional – a música pimba – em canções que ninguém terá vergonha de cantar.

Mas atenção, isto não é o que parece. Não deixaremos o Pimba em Paz.  Neste concerto de entrada livre algumas das canções mais populares e acarinhadas pelo público são reinventadas por conceituados músicos de jazz e da música clássica.

Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, acompanhados pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, mostram-nos o pimba como nunca foi visto antes, com a cumplicidade de grandes nomes da música portuguesa – Jorge Palma, Marante e Sara Tavares. É um prazer proibido em versão pós-moderna, um contagiante desvario musical de que ninguém sai ileso.

Nas palavras do próprio Bruno Nogueira:

«Vamos atuar no dia de Portugal, o que já é dizer muito sobre o estado do país. Teremos vários convidados, o que já é dizer muito sobre o estado de desespero dos mesmos. E estará, como sempre, a Manuela Azevedo ao meu lado. O que já é dizer muito sobre o estado da música em geral. Desde 2013 que andamos a percorrer o país com este espetáculo, mas nunca antes tivemos um enquadramento tão bonito para o fazer.
Será também no dia do jogo de abertura do Euro 2016. O jogo será projetado antes do nosso espetáculo, pelo que também é possível que levemos com uma caneca na cara e o concerto dure dois minutos.
Mas se isso não acontecer, vai ser um belo serão.  E nem estou a incluir aqui o momento em que um contrabaixista vai falecer em palco depois de ser atropelado por um chaimite. 
Posso garantir muito poucas coisas, mas uma delas é que nos vai saber bem cada minuto que estivermos em palco com a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Se isso vos acontecer também, temos tudo o que precisamos para uma noite feliz. O resto será história, ou mais que isso.»

Bruno Nogueira